Creio que após a leitura das postagens anteriores, as quais visam nos conscientizar sobre as más decisões que viemos tomando no sentido de reforçar o estado de coisas vigente, altamente nocivo para nós enquanto seres humanos, na medida em que nos esvazia de humanidade, afeto, criatividade e saúde e nos enche de automatismo, vazio, insensibilidade e doenças.
Nesse sentido, reforçamos abaixo o final do texto "Consciência das massas - a teia do egocentrismo", no sentido de começarmos a apontar caminhos que visem construir um novo mundo, uma nova consciência, um novo estado de coisas, que nos valorize a todos de forma integral, enquanto seres humanos, bem como valorize e cuide do meio ambiente de onde provém tudo de que precisamos, e possamos assim construir relações mais humanas, sólidas e felizes, como todos os envolvidos.
O que devemos evitar:
• Uma educação vazia que apenas estimula o raciocínio e a memória;
• Um trabalho que exaure corpo e mente e é vazio de sentido, feito só para obter dinheiro;
• Sedentarismo;
• Medicamentos farmacêuticos;
• Carne de cadáveres envenenados;
• Alimentos industrializados;
• Vegetais cultivados na agricultura convencional com agrotóxicos e adubo químico;
• Álcool e outras drogas que intoxicam e anestesiam o corpo, cria condicionamentos mentais, e proporcionam a fuga ao invés de enfrentamento da realidade;
• Igrejas e religiões que prometem curas, milagres, e soluções mágicas para ganhar dinheiro;
• O consumo de produtos e serviços que em seu processo produtivo provocam danos ambientais, a sociedade e a economia, ou seja, são insustentáveis.
Tudo isso baixa nossa imunidade mental e de nosso organismo físico, na medida em que nos conduz a pensamentos negativos, sentimentos de impotência, inferioridade, e enche nosso corpo de toxinas.
O que devemos buscar:
• Uma educação holística integral, que leve o ser humano a desenvolver suas potencialidades de forma plena e o auxilia a conquistar sua autonomia;
• Um trabalho inspirador que seja compatível com nossos dons, habilidades, que faça sentido pra nós, que nos der satisfação, vontade de realizar e corrobore para o bem coletivo;
• Praticar exercícios físicos: yôga, meditação, caminhada.
• Comer alimentos orgânicos; usar temperos com especiarias e condimentos naturais;
• Alimentação estritamente vegetariana;
• Não usar nenhum tipo de drogas;
• Refletir bem sobre nossas escolhas enquanto consumidor, de modo a fazer escolhas mais conscientes que visem o bem comum, a sustentabilidade;
• O autoconhecimento e desenvolvimento espiritual.
Essas são orientações para o cultivo de uma vida digna de ser vivida, que caminha no sentido do bem-estar coletivo, da expansão da consciência.
Cabe a cada um de nós escolhermos o que queremos alimentar, se a indústria do mal, a qual é predominantemente manipuladora e escravista, ou a liberdade criativa de trabalhar a serviço do bem comum. O universo nos oferece infinitas possibilidades, só precisamos escolher em que direção seguir, com consciência, refletindo.
Pois bem, nem precisamos ousar tanto, pois o fato é que já tem muita coisa boa, interessante e edificante, que denotam uma elevada consciência, acontecendo no Brasil e no mundo, sendo em nosso país os Centros de realizações desses acontecimentos, as regiões sul e sudeste. Como se diz "não há nada de novo debaixo do sol", "não é preciso inventar a roda", isso porque métodos, ferramentas, iniciativas extraordinárias, já foram inventadas e já tem um bom tempo que estão em prática, de modo que estão em estágio adiantado de aperfeiçoamento.
Nas próximas postagens falaremos de algumas dessas alternativas, as quais podemos colocar em prática no local onde moramos, seja ele qual for.
domingo, 22 de março de 2020
O sábio Sócrates
“A
vida não examinada não vale a pena ser vivida pelo homem”. Essa frase é
atribuída a Sócrates, o filósofo que marcou a história por ter sido responsável
por trazer a filosofia dos Céus à Terra.
Antes
de Sócrates, os chamados filósofos pré-socráticos versavam sobre a physis, ou seja, a natureza e seus
princípios animados (terra, fogo, água, ar, éter).
O
famoso Óraculo de Delfos na Grécia, tinha inscrito a célebre frase: “Conhece-te
a ti mesmo e conhecerás os deuses e o universo”. Sócrates foi um exímio
defensor do autoconhecimento, dedicando sua vida para tentar entender sua
própria natureza e acreditava que aquele que pratica o mal, o faz por
ignorância, sobretudo de si mesmo, de suas inclinações, suas qualidades,
defeitos, etc.
Nesse
sentido, diz-se que Sócrates foi o filósofo responsável por trazer a filosofia
dos Céus à Terra. Foi um filósofo peculiar, na medida em que sua filosofia era
vida, original e direcionada a todos, tanto que Sócrates dialogava com qualquer
pessoa e em praça pública, fazendo uso de seu método denominado maiêutica, a qual consistia em levar o
indivíduo a tomar ciência de que não sabia o que achava que sabia,
desconstruindo assim seus conceitos, ou antes, pré-conceitos e por fim,
conceber novas ideias a respeito da questão, mudando assim sua forma de
percepção da realidade.
Maiêutica
significa parteira em grego, e em homenagem a profissão de sua mãe, a qual era
parteira, e compreendendo sua tarefa, Sócrates dar o mesmo nome ao seu método
pois assim como uma parteira dar todo auxilio que culmina no nascimento de uma
criança, auxilio esse que inclusive implica na amenização da dor da mulher que
está a dar a luz, ele na condição de filósofo, a partir de sua conversação e
perguntas, auxilia seu interlocutor a dar a luz a novas ideias, as quais sempre
estiverem dentro dele.
Assim,
podemos compreender que o conhecimento não é algo que vem de fora para dentro,
logo a missão de Sócrates enquanto filósofo não era ensinar, mas auxiliar na
quebra de preconceitos do seu interlocutor, que ao se julgar sabedor de algo,
privava-se de ir além, e de conceber novas ideias a respeito do assunto, ao que
temos a célebre frase de Sócrates: “só sei que nada sei”.
Conta
a história que um amigo de Sócrates resolveu ir ao Oráculo de Delfos e fez uma
pergunta a sacerdotisa, inquirindo-a sobre quem era o homem mais sábio da
Grécia, ao que essa lhe respondeu que esse era Sócrates. Quando o amigo do
filósofo lhe relatou o ocorrido, Sócrates considerou um equívoco da sacerdotisa
o considerar o homem mais sábio, tendo em vista o fato de que ele próprio se
considerava o que menos sabia.
No
entanto, a medida em que Sócrates continuava na sua empreitada de dialogar com
as pessoas empregando a maiêutica,
foi se dando conta de que a sacerdotisa do Oráculo de Delfos estava certa, não
porque de fato ele soubesse de algo, mas porque todas as outras pessoas, desde
autoridades políticas, a outros filósofos, até pessoas comuns, consideravam que
sabiam de algo e no fim das contas se viam em equívoco, enquanto Sócrates era o
único que tinha a certeza de que nada sabia.
São
dois importantes legados que nos deixa Sócrates, o do autoconhecimento, sendo
ele mesmo exemplo vivo da importância da busca por se conhecer, da percepção de
suas limitações, de seus pré-conceitos, defeitos, qualidades, etc., obviamente
com o intuito de estar se construindo, se melhorando, refletindo sempre e se
examinando. E o outro o legado de se ter a humildade necessária para que se
possa estar vivendo uma vida de constante aprendizado, não permitindo que se
crie conceitos que logo se tornarão barreira para novos aprendizados, esses que
vem de dentro de nós, resultantes de nossas experiências, de nossa própria
vida.
Mesmo
no momento de sua morte, Sócrates deixa uma última grande lição, a qual nos
remete a frase do início: “A vida não examinada não vale a pena ser vivida pelo
homem”. O fato é que como Sócrates estava cada vez mais levando as pessoas a
refletirem sobre sua própria ignorância, inclusive as autoridades atenienses,
esses com receio de perderem essa pretensa autoridade diante do povo, não
podiam conviver com a ideia de se desapegarem daquele modelo de vida que
construíram, ainda que se tratasse de um modelo ilusório.
De
modo a se livrarem de Sócrates, submeteram-no a julgamento, acusando-o de desrespeito
aos deuses da cidade e de corromper a juventude com suas ideias, sobretudo
porque não era um sofista, àqueles
que cobravam para ensinar as pessoas conhecimentos gerais, gramática, retórica,
política, etc., pois Sócrates não cobrava nada por sua atividade.
Ao
ser julgado, Sócrates teve a oportunidade de escapar da morte, pois poderia
escolhe o exilio, assim àqueles que o condenavam só queriam se livrar dele, no
entanto, o filósofo assumiu um propósito de existência, algo que lhe vinha do
âmago, de tal forma que não seria capaz de abandonar esse propósito, correndo o
risco de ter sua vida esvaziada de todo o sentido. Na realidade, para Sócrates,
deixar de filosofar, de andar pelas ruas a fim de persuadir seus concidadãos,
moços e velhos, a não se preocupar nem com o corpo nem com a fortuna tão
apaixonadamente quanto com a alma, a fim de torná-la tão boa quanto possível,
era pior que a própria morte.
Se
os filósofos pré-socráticos passaram tanto tempo discutindo sobre o princípio
que anima ou da origem a natureza, Sócrates sabia que o princípio que lhe
animava, que fazia com que sua vida fosse digna de ser vivida, era a filosofia,
era a maiêutica.
Sócrates
foi o filósofo por excelência, o qual ensinou não um conhecimento específico,
mas onde está esse conhecimento: dentro de cada um de nós, e ensinou que era
preciso se questionar, refletir, estar disposto acima de tudo a reconhecer que
se está errado, e ainda assim não desistir de se questionar, de buscar, pois
depois da dor de se reconhecer no erro e no engano dos pré-conceitos, eis que
virá à luz novas ideias, em um processo continuo de iluminação do mundo, o
nosso próprio mundo interno.
sábado, 21 de março de 2020
Consciência das massas - a teia do egocentrismo
Massa se refere a um conjunto de elementos que se homogeneíza, se constituindo em uma coisa só, que se aglutina e na qual pode ser imprimida diversas formas, conforme o querer de quem a manipula. Assim é, por exemplo, com uma massa de pão, e com o povo.
Em nossa sociedade os meios de comunicação de massa, justamente por serem os mais amplamente difundidos, que atingem por assim dizer, a todos, sendo a ordem cronológica desses, o primeiro o jornal impresso, depois o Rádio e a TV, possuem essa função de estabelecer um senso comum nos indivíduos, levando-os a um mesmo padrão de pensamentos, mesmas ideias, gostos, necessidades, opiniões, anseios, enfim.
Estamos inseridos em uma sociedade de consumo, o que requer que as pessoas comprem bens e serviços produzidos, de modo a fazer a economia girar, o dinheiro circular, esse que é a força motriz dessa sociedade, onde tudo para ser adquirido requer dinheiro.
Nesse sentido, temos que todos são consumidores, mas apenas alguns produzem os bens e serviços que serão consumidos, e isso faz com que o dinheiro proveniente da compra desses bens e serviços venha a se concentrar nas mãos de poucos, e isso já significa que essas pessoas tendem a enriquecer, e por se verem com bastante dinheiro ou poder de consumo, alimentam em si a vontade de querer ainda mais, e isso se chama ganância.
Antes da ganância temos o egoísmo, o qual compreende o fato do individuo pensar somente em si e em suas necessidades e não olhar para os demais, tampouco para o todo do qual faz parte, e isso já dar por si só vazão para outros tantos sentimentos nocivos para o coletivo ou sociedade, sendo um desses a ganância, a qual se caracteriza como querer tudo só pra si.
Seguindo essa linha de raciocínio, fazendo uso da mídia, a qual iniciou com seu sustento material apenas com base no que veiculava e interesse dos consumidores em relação as noticiais e informações que veiculava, com o tempo estabeleceu relações com empresários e empresas, seus patrocinadores, os quais passaram em troca, a propagar seus produtos e serviços nesses meios de comunicação, tornando esse negocio muito lucrativo tanto para a mídia quanto para as empresas, que por meio da propaganda podiam atingir as massas, ganhar visibilidade e construir um nome solido, o que refletia na venda massiva de seus produtos e serviços.
Com o tempo a mídia tornou-se também gananciosa, buscando atingir um número de pessoas cada vez maior, para poder cobrar cada vez mais caro por seus serviços de propaganda, e as empresas cada vez mais gananciosas passaram a almejar alcançar ainda mais potenciais consumidores.
O grande esforço da mídia girava em torno de atrair a atenção das pessoas para que essas lessem, ouvissem ou assistissem sua programação, e alianças foram estabelecidas com governos, na medida em que a gentes políticos que no contexto democrático, ou mesmo ditatorial, necessitavam convencer o povo de que eram “bons moços” e por essa razão o povo lhes devia confiança e credibilidade.
Assim, a mídia diversificou principalmente em entretenimento, e as informações passaram a ser cada vez mais distorcidas, pois criou-se uma teia muito forte de interesses, na medida em que mídia, governo e empresas passaram a disputar vorazmente pela captação de mentes, ou seja, obter a fidelidade, a veneração, por parte do povo. E aqui estamos no campo da mais pura vaidade, a qual se manifesta de forma mais intensa e evidente pelo exibicionismo e idolatria.
Enquanto governos, mídia e empresas travavam batalhas pelas mentes das pessoas, sendo essas três entidades quase sempre cumplices, tendo em vista o fato de que estão muito envolvidas e há muito tempo nesse jogo pernicioso, foram sendo criados e ditados estilos de vida nocivos para a humanidade, tornando-a presa ainda mais fácil para cair nessa imensa armadilha midiática.
É como uma imensa teia de aranha, na qual a aranha é a um só tempo a mídia, governo e empresas, principais a gentes de poder, e as pessoas as moscas que grudam na teia e tem seus corpos e mentes devorados, pela mídia, pelo poder e pelo capital.
Nesse sentido, os estilos de vida amplamente difundidos e que se tornaram globais compreende o consumismo, o qual torna tudo descartável, vazio de sentido, na medida em que sempre mais e mais produtos com aparentes novas tecnologias as quais não passam de puro marketing, estão sendo lançados no mercado e sendo comprados, e como na prática não correspondem ao que diz a propaganda, logo requer a necessidade de um substituto, e assim os recursos naturais do planeta vão sendo devorados.
O trabalho excessivo, o qual compreende uma manipulação do corpo e da mente, na medida em que mantem as pessoas muito ocupadas, e como existe no fundo de cada ser uma necessidade essencial de se autoconhecer, se autodesenvolver, evoluir, crescer espiritualmente e se expandir, assim como o universo, o fato de se estar muito ocupado com um “labor capital”, ou seja, o trabalho só por dinheiro, só para servir ao consumismo e necessidades materiais impostas por essa teia social, o individuo tende ao estresse e ansiedade, sendo o primeiro em razão do excesso de ocupação e o segundo por estar sempre desejando estar em outro lugar, fazendo outra coisa, seja com a atenção voltada a família, a um hobby, ao lazer, etc., sendo a ansiedade o medo de não chegar a tempo, o medo de não conseguir, o medo de perder, o medo de errar, o medo de não dar certo.
Como esse estilo de vida tira das pessoas o tempo para se dedicar a conquista da autonomia, ou seja, cultivar seu próprio alimento, educar seus próprios filhos, cuidar de quem se ama, etc., tudo isso é delegado a terceiros, de modo que as pessoas vão deixando de ter autonomia sobre suas próprias vidas e ao mesmo tempo se isentando do sentimento de responsabilidade, empoderamento, ter voz e vez, ter participação efetiva pelas escolhas sobre suas próprias vidas.
Os filhos recebem uma educação para o sistema, ou seja, para o mercado de trabalho, ou melhor, para ser inserido dentro dessa teia social, sendo o conteúdo programático educacional composto por meros exercícios mentais e de memorização, criando o condicionamento da pressão e medo, a partir do sistema de provas, notas, aprovação e reprovação. Ou seja, você precisa atender essas determinadas expectativas. Existe um molde no qual você precisa se encaixar e se adequar, senão você terá sérios problemas de ordem psicológica, emocional, entre outros.
A comida que consumimos, o que é uma necessidade básica humana, é proveniente de um pacote de agricultura chamado agricultura convencional, o qual compreende o cultivo de sementes transgênicas e ou “melhoradas” geneticamente, conforme conveniência do mercado, em solos mortos, e para que essa façanha traga resultados, são incorporados toneladas de adubos químicos e por sua vez pobres de nutrientes, são lançados sobre a plantação enxurradas de agrotóxicos, que são venenos, de modo a garantir que essa não seja consumida pelo que chamam de pragas, e assim se estabelece um cultivo totalmente artificial e escasso de nutrientes e rico em veneno, sendo todos esses produtos do agronegócio o nosso alimento.
Outro alimento amplamente difundido é a carne, sendo essa bovina, suína, de aves, e outras espécies de animais, sendo nesses seres injetados hormônios que irão proporcionar crescimento acelerado, além de vacinas para combater diversas doenças, tendo em vista o fato de que a forma artificial na qual vivem se constitui um vetor para essas, pois são literalmente armazenados vivos e alimentados 24h por dia com ração a base de milho e soja transgênicos e rico em agrotóxicos. O resultado são animais zumbis programados para comer e que no final são convertidos em pedaços de cadáveres envenenados.
Para completar o rol dos alimentos, há a comida industrializada, a qual surge tanto para alimentar o consumismo, na medida em que é produzida pela indústria e em larga escala, quanto para conferir praticidade e veneno para as pessoas que muito presas aos seus trabalhos, não tem nem se quer tempo o suficiente para preparar alimentos frescos, requerendo assim alimentos pré-prontos repletos de conservantes e condimentos químicos, que visa conferir a eles durabilidade e sabor artificial.
Além da determinação de uma educação manipulada e vazia em termos existencial, do alimento envenenado, do trabalho exaustivo com o objetivo torpe de subsidiar o consumismo que sustenta essa teia, ou seja, temos a manipulação da mente – educação e mídia para o consumo - destruição do corpo – trabalho vazio e exaustivo e alimento envenenado -, ainda temos um ambiente poluído: sendo esse o ar, a partir da queima constante do petróleo, matéria prima para o combustível da grande maioria dos veículos; temos também a poluição das águas com o lançamento de contaminantes de industrias, lixiviação dos solos agricultáveis, levando aos rios agrotóxicos e insumos químicos; e claro destruição do próprio solo a partir da agricultura convencional. Tudo isso em nome da manutenção de grandes corporações que fazem lobby de forma descarada.
Claro que com todos esses danos físicos e mentais contínuos e progressivos, outra grande indústria que mantem essa teia, é a indústria farmacêutica, com seus medicamentos que que não curam, mas apenas remediam sintomas, “tapa o sol com a peneira” por assim dizer, e como agem de forma tópica, apenas sobre sintomas e não sobre a causa das doenças, provocam desarranjos sistêmicos em nosso organismo, seja a nível hormonal, de neurotransmissores, entre outros, levando ao surgimento de efeitos colaterais, e aparecimento de outras doenças, na medida em que ao sufocar sintomas, levam com o tempo a progressividade de doenças.
E por fim, para completar a lista dos comportamentos, cultura, costumes e componentes dessa teia perniciosa a qual nossa sociedade se ver emaranhada, há o álcool, sendo esse o maior representante das drogas que possuem como finalidade proporcionar a fuga da realidade, a distração, a válvula de escape das dores, problemas, angustias, sofrimento. No entanto, o fato é que o álcool não proporciona nada disso, na medida em que ele não dissipa nem dores, nem sofrimento, nem angustias, nem problemas, nem tampouco a realidade, apenas “joga tudo para baixo do tapete”. Os consumidores de álcool são responsáveis por subsidiar uma poderosíssima indústria que vem escravizando e debilitando mentes em todo o mundo, na medida em que o uso de álcool cria condicionamentos de comportamento social, interação, comunicação, afeto, limitando dessa forma as possibilidades de existência dos indivíduos, os quais tem suas forças minadas pelo álcool que antes de qualquer coisa tem o efeito principal de acomodador das massas, sendo mais um homogeneizador de individualidades.
O álcool, assim como os agrotóxicos presentes nos alimentos é tóxico ao nosso organismo, o que demanda um esforço de órgãos como o fígado e rins, responsáveis por desintoxicar nosso organismo e filtrar o sangue respectivamente. Ora, se você envenena seu corpo, você baixa sua imunidade, logo, está mais sujeito a doenças. Já não basta a comida envenenada, a água também é envenenada e poluída, o ar é poluído, e ainda se bebe bebida alcoólica, e logo nosso corpo e mente se torna a expressão de todo o meio, de toda essa teia que ajudamos a construir, de toda a sujeira.
No âmbito espiritual, há ainda a indústria da fé, a qual se caracteriza pela venda da ideia da cura, da salvação e de Deus. A indústria da fé existe onde não existe caridade genuína, onde não existe a intenção de auxiliar as pessoas, de não as conduzir ao desenvolvimento pessoal e lhes conferir autonomia. Ao invés disso, que seria a espiritualidade de fato, o seja, ensinar ao individuo o caminho para se conectar com o Eu Superior que habita dentro de cada um, por meio do autoconhecimento, se comete o disparate de estabelecer que Deus se encontra em um livro, ou em um amuleto, em um outro objeto, ou em um templo, ou igreja, ou religião, ou Doutrina.
A força que sustenta os fios dessa teia é o medo de perder o emprego, o medo de não ser aceito pelo outro, o medo de não conseguir prover seu próprio alimento, o medo de tentar algo novo e não conseguir, o medo de fazer algo e errar, o medo de não se encaixar, o medo de ser discriminado, o medo de ser diferente.
Sensações, emoções, sentimentos, medo, são os principais elementos que essa teia perniciosa manipula. Nesse sentido, é fundamental praticarmos a reflexão, buscarmos entrar em contato com nosso interior mais profundo, buscar nos conhecer, pois somos luz no mundo, somos centelha divina, e tudo está dentro de nós.
O fato é que muitas coisas podem se constituir em caminhos que virão a auxiliar o indivíduo a se conectar com sua essência divina, muitas coisas externas inclusive, mas o caminho sempre foi e sempre será interno, dentro de cada um. Por essa razão também não se pode cometer o equívoco de negar a tudo, porque tudo se constitui em meios para você chegar na porta de entrada da estrada que leva ao seu interior mais profundo, e tudo pode se constituir em instruções, pistas para que você venha a ser um bom caminhante nessa estrada, que ao mesmo tempo é a estrada da conquista do discernimento, da sabedoria, do amor.
Essas palavras não tem a pretensão de serem compreendidas, elas pairam no ar com a certeza de que quando chegar o momento certo, aquele que a leu, quando vivenciar experiências chaves, dentro de si abrir-se-á a porta que levará a sua compreensão.
O que devemos evitar:
• Uma educação vazia que apenas estimula o raciocínio e a memória;
• Um trabalho que exaure corpo e mente e é vazio de sentido, feito só para obter dinheiro;
• Sedentarismo;
• Medicamentos farmacêuticos;
• Carne de cadáveres envenenados;
• Alimentos industrializados;
• Vegetais cultivados na agricultura convencional com agrotóxicos e adubo químico;
• Álcool e outras drogas que intoxicam e anestesiam o corpo, cria condicionamentos mentais, e proporcionam a fuga ao invés de enfrentamento da realidade;
• Igrejas e religiões que prometem curas, milagres, e soluções mágicas para ganhar dinheiro;
• O consumo de produtos e serviços que em seu processo produtivo provocam danos ambientais, a sociedade e a economia, ou seja, são insustentáveis.
Tudo isso baixa nossa imunidade mental e de nosso organismo físico, na medida em que nos conduz a pensamentos negativos, sentimentos de impotência, inferioridade, e enche nosso corpo de toxinas.
O que devemos buscar:
• Uma educação holística integral, que leve o ser humano a desenvolver suas potencialidades de forma plena e o auxilia a conquistar sua autonomia;
• Um trabalho inspirador que seja compatível com nossos dons, habilidades, que faça sentido pra nós, que nos der satisfação, vontade de realizar e corrobore para o bem coletivo;
• Praticar exercícios físicos: yôga, meditação, caminhada.
• Comer alimentos orgânicos; usar temperos com especiarias e condimentos naturais;
• Alimentação estritamente vegetariana;
• Não usar nenhum tipo de drogas;
• Refletir bem sobre nossas escolhas enquanto consumidor, de modo a fazer escolhas mais conscientes que visem o bem comum, a sustentabilidade;
• O autoconhecimento e desenvolvimento espiritual.
Essas são orientações para o cultivo de uma vida digna de ser vivida, que caminha no sentido do bem-estar coletivo, da expansão da consciência.
Cabe a cada um de nós escolhermos o que queremos alimentar, se a indústria do mal, a qual é predominantemente manipuladora e escravista, ou a liberdade criativa de trabalhar a serviço do bem comum. O universo nos oferece infinitas possibilidades, só precisamos escolher em que direção seguir, com consciência, refletindo.
Conceito básico - nossa Missão
Consciência compreende basicamente entender como funciona algo e tudo o que envolve esse algo e a partir dai fazer escolhas que corroborem para o bem comum. Assim, agir de forma consciente é o contrário de agir de forma egoísta, ao que se faz necessário alargar o máximo possível nossas percepções, nosso campo de visão, estendendo-o para além de nossas necessidades e desejos individuais, e além de grupos dos quais fazemos parte, seja esse grupo a família, grupo político partidário, grupo de lutas no campo sociopolítico, etc. A consciência a qual almejamos compreende a percepção de que todos somos UM, de que fazemos parte de um mesmo organismo, o planeta Terra, devendo cada um exercer a sua função de difundir a vida, a abundância, a prosperidade e o bem-estar de todos.
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